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9 Hábitos das Pessoas Que Constroem Relações Extraordinárias​


O sucesso profissional é importante para todos, ainda assim, o sucesso nos negócios e na vida pessoal significam coisas diferentes para pessoas diferentes – como deve ser.
Mas um fato é universal: o sucesso real, do tipo que existe em múltiplos níveis, é impossível sem a construção de grandes relações. O sucesso real é impossível a não ser que trate as outras pessoas com bondade, consideração e respeito.
Afinal, se pode ser um idiota rico… mas também será um idiota solitário.
Por essa razão, as pessoas que constroem relações profissionais extraordinárias:


1. Assumem a responsabilidade.
Um cliente fica louco. Um vendedor reclama que o serviço é de má qualidade. Um amigo em comum sente-se menosprezado.
Às vezes, qualquer que seja a causa e independentemente de quem é a culpa, algumas pessoas aparecem e assumem a responsabilidade. Elas estão dispostas a aceitar a crítica ou o abuso porque sabem que podem e conseguem lidar com isso – e sabem que talvez, apenas talvez, a outra pessoa não pode. Poucos atos são tão ou mais altruístas que assumir a responsabilidade imerecida. E poucos atos cimentam melhor uma relação.


2. Intervém sem que lhes seja pedido.

É fácil ajudar quando alguém lhe pede ajuda. A maioria das pessoas ajudará. Muito poucas pessoas oferecem ajuda antes de lhes ser pedida, embora a maioria das vezes um pouco de ajuda possa causar um grande impacto. As pessoas que constroem relações extraordinárias prestam muita atenção para que possam intervir quando os outros estão num esforço tremendo. Então, oferecem ajuda, mas não de uma forma geral, do tipo “Existe algo que possa fazer para ajudar?”
Em vez disso, aparecem com ideias específicas sobre como podem ajudar. Dessa forma, conseguirão ultrapassar o passado reflexivo, as objeções do tipo “Não, eu estou bem…” E podem arregaçar as mangas e causar a diferença na vida da outra pessoa.
Não apenas porque querem construir um relacionamento melhor, apesar de ser um resultado certo, mas porque simplesmente se preocupam.


3. Respondem à pergunta que não foi feita.
Quando tratamos de relações, nem tudo é como parece ser. Muitas vezes as pessoas farão perguntas diferentes daquelas que realmente querem ver respondidas.
Um colega pode perguntar-lhe se ele deve dar uma aula numa faculdade local, e o que ele quer realmente falar é sobre como dar uma direção diferente à sua vida.

Um sócio pode perguntar como se sente em relação à idéia que ele apresentou durante a última reunião do conselho, e o que queria realmente falar era sobre o seu papel reduzido na empresa.
Um colaborador pode perguntar-lhe como construiu um negócio de sucesso, em vez de elogiá-lo, ele pode estar à procura de conselhos – e incentivo – para ajudá-lo a seguir os seus próprios sonhos.
Por trás de muitas questões simples está, muitas vezes, uma questão mais ampla que nunca será feita. As pessoas que constroem grandes relações pensam sobre o que está por trás para que possam responder também a essa pergunta.


4. Sabem quando mudar de postura.
As pessoas carismáticas são, geralmente, bastante divertidas… até que o deixam de ser. Quando aparece um grande desafio ou uma situação ficam estressadas, algumas pessoas não conseguem parar de “expressar a sua individualidade.” (Admita: você conhece pelo menos uma pessoa tão apaixonada pela sua própria personalidade que não consegue mudar sua postura.)
As pessoas que constroem grandes relações sabem quando se divertir e quando ser sério, quando estar no comando e quando ser invisível, quando assumir as operações e quando seguir os outros.
As grandes relações são multifacetadas e, portanto, exigem pessoas multifacetadas, dispostas a adaptarem-se à situação – e às pessoas nessa situação.


5. Provam que pensam nos outros.

As pessoas que constroem relações extraordinárias não pensam apenas nas outras pessoas. Elas atuam sobre esses pensamentos.
Uma forma fácil é dar um elogio inesperado. Todo o mundo adora elogios inesperados – é como receber flores noutro dia que não o Dia dos Namorados, mas apenas “porque sim”. O elogio ajuda os outros a sentirem-se melhor sobre si mesmos e permite que saibam que você está pensando neles (que, se pensar sobre isso, ele próprio é um ato lisonjeiro).
Tire um pouco de tempo todos os dias para fazer algo de bom para alguém que conheça, não porque espera obter algo em troca mas porque simplesmente pode fazê-lo. Quando o faz, os seus relacionamentos melhoram drástica.


6. Percebem quando agiram de forma errada.
A maioria das pessoas desculpa-se quando as suas ações ou palavras são questionadas.
Muito poucas pessoas se desculpam antes de serem questionadas sobre – ou mesmo antes que alguém perceba que deveriam.
A responsabilidade é um alicerce fundamental de um grande relacionamento. Pessoas que assumem a culpa, que dizem que sentem muito e explicam porque lamentam, que não tentam empurrar qualquer culpa  para o outro – essas são as pessoas que todos querem nas suas vidas, porque elas tornam instantaneamente um erro numa colisão na estrada em vez de um bloqueio permanente.


7. Dão constantemente, recebem ocasionalmente.                                                                                              
Uma grande relação é mutuamente benéfica. Em termos de negócio isso significa ligar-se com pessoas que podem ser mentores, que podem partilhar informações, que podem ajudar a criar outras ligações, em suma, significa entrar num relacionamento querendo estabelecer uma troca.
A pessoa que constrói grandes relações não pensa sobre o que quer, mas começa pensando sobre o que pode dar. Ela enxerga “o dar” como a melhor forma de estabelecer uma relação real e uma ligação duradoura. Aproxima-se da construção de relacionamentos como se isso fosse tudo sobre a outra pessoa e não sobre si, e no processo constrói relações com as pessoas que seguem a mesma abordagem.
Com o tempo eles constroemz conexões reais.
E com o tempo fazem amigos de verdade.


8. Valorizam a mensagem sempre valorizando o mensageiro.
Quando alguém com uma posição de poder, autoridade ou fama fala é tentador colocar maior ênfase no seu discurso, conselho e idéias.
Nós ouvimos Tony Hsieh. Ouvimos Norm Brodsky. Ouvimos Seth Godin.
O rapaz que faz a jardinagem lá de casa? Talvez não receba tanta atenção.
Isso é lamentável. As pessoas inteligentes desconsideram de onde é a fonte – tanto positiva como negativa – e consideram a informação, conselho ou ideia baseado-se apenas no seu mérito.
As pessoas que constroem grandes relações nunca descontam de forma automática a mensagem, simplesmente porque descontam o mensageiro. Elas sabem que um bom conselho é um bom conselho, independentemente de onde vem.
E elas reconhecem que as pessoas boas são pessoas boas, independentemente da sua percepção de “status”.


9. Começam pequeno… e são felizes assim.
Às vezes visto a camisa do Reading Football Club. O funcionário do caixa do supermercado reparou nela um dia e disse:”Oh, é fã do Reading? O meu time é o Manchester United.”
Normalmente, visto que sou tímido, teria respondido apenas com o balançar de cabeça e dito algo inócuo, mas por alguma razão disse: “Acha que o Manchester United vai ganhar do Real Madrid na próxima semana?”
Ele devolveu-me um enorme sorriso e disse: "Claro. Vamos destruí-los!” (Pena que estava errado.).
Agora, sempre que o vejo ele acena, muitas vezes do outro lado da loja. Eu quase sempre ando um pouco mais, digo olá e falo um pouco sobre futebol.
Isto é tudo o que a nossa relação poderá ser  e está tudo bem. Por alguns minutos transcendemos a relação cliente/empregado e tornamo-nos duas pessoas que animamos o dia de ambos.
E isso é suficiente, pois cada relacionamento, mesmo menor possivelmente, fugaz, tem o seu valor.
As pessoas que constroem grandes relacionamentos tratam cada pessoa das suas relações desta forma.

(Esta é uma lição que precisamos levar a sério com maior frequência).


Texto original publicado na Inc

(http://www.inc.com/jeff-haden/9-habits-of-people-who-build-extraordinary-relationships.html)

 

Conflito de Gerações

no Trabalho​

Coach americana ensina funcionários de empresas a entender as diferenças e dá dicas para melhorar o convívio entre profissionais de diferentes idades

  

Quatro gerações muito diferentes convivem, atualmente, no mundo corporativo, o que pode ser um prato cheio para os problemas. Veteranos (nascidos antes de 1946), baby boomers (1946-1964), Geração X (1965-1979) e Geração Y ou millennials (1980-2000) cresceram em épocas diferentes, têm conjuntos de valores abrangentes e estilos de comunicação muitas vezes conflitantes.

Será que por isso não conseguem trabalhar juntos?

A americana Dana Brownlee, coach corporativa e presidente da empresa de desenvolvimento profissional Professionalism Matters, em entrevista à Forbes, apresentou dez dicas que podem facilitar a comunicação entre as diferentes gerações no trabalho. Confira:


Combinar formalidade e informalidade com a cultura da empresa

Anos atrás, os locais de trabalho eram muito mais formais do que hoje em dia, diz Dana Brownlee. No entanto, a formalidade da velha escola e a informalidade da nova geração podem causar choques culturais. As gerações mais velhas muitas vezes acham que os jovens ultrapassam o limite, escrevendo e-mails para clientes e colegas de trabalho como se estivessem trocando mensagens de textos de seus celulares ou nas redes sociais, sem se preocupar em verificar a gramática e a ortografia. Segundo a coach, todos os funcionários deveriam reproduzir o grau de formalidade da cultura da empresa em suas comunicações. E, mais importante, ela recomenda que os gestores deixem bem claro quais são as regras a serem seguidas neste sentido.

 

Utilize vários meios de comunicação

Enquanto profissionais veteranos e os baby boomers tendem a preferir falar cara a cara ou por telefone, os representantes das gerações X e Y são mais ligados aos meios de comunicação mais tecnológicos, como e-mails, mensagens instantâneas ou de texto, diz Dana. Se restringir a apenas um meio pode afastar alguém que tenha uma abordagem diferente. Por isso, diz ela, adapte-se a cada meio de comunicação e procure saber como o outro prefere se comunicar. Isso proporciona um equilíbrio melhor.

 

Individualize sua abordagem

“A melhor maneira de se comunicar através das gerações é individualizar a sua abordagem e descobrir o que funciona com cada pessoa”, diz a coach. Ao invés de assumir que o seu jeito é o certo ou seguir estereótipos por idade, procure ter uma ideia de como as outras pessoas preferem se comunicar. Alguém para com frequência na sua mesa para conversar pessoalmente? Ou manda e-mails ao invés de retornar seu telefonema? Entenda o modo de comunicação preferido de cada um e procure se adaptar. Se não tiver certeza, pergunte.

 

Entenda as diferenças de valores

Valores fundamentais podem variar muito ao longo de gerações. Veteranos e baby boomers vivem em função do trabalho e sentem que precisam fazer o que for necessário para cumprir suas tarefas. Por outro lado, as gerações X e Y são mais propensas a buscar o equilíbrio entre o trabalho e os seus valores pessoais e estilo de vida. Assim, as gerações mais velhas geralmente veem os mais jovens como desleais, desinteressados e que não têm uma forte ética de trabalho. Já os jovens sentem que precisam cuidar de seus próprios interesses e estão menos dispostos a sacrificar suas vidas em prol da empresa. Compreender os diferentes conjuntos de valores pode ajudar que cada geração entenda melhor a outra, diz Brownlee.

 

Saiba como motivar cada geração

Enquanto as gerações mais velhas tendem a ser motivadas pelo trabalho em si, os jovens muitas vezes procuram mais orientação, feedback e reconhecimento, diz Dana. Isso pode causar um mal-entendido crucial. Os trabalhadores mais velhos prensam que o grupo mais jovem é “carente” ou “dependente”', enquanto os trabalhadores mais jovens podem sentir-se “no escuro” ou desvalorizados. “A solução está em ambos os lados”, diz ela, acrescentando que os líderes precisam perceber o quão importante é esse reconhecimento, enquanto que as gerações mais jovens devem perceber que não vão ficar recebendo elogios a todo instante.

 

Esteja disposto a aprender

Segundo a coach, as gerações mais velhas estão mais propensas a conectar-se e adaptar-se por estarem mais dispostas a aprender. “A maioria das pessoas tende a fugir do desconhecido. Em vez disso, abrace-o”, afirma. Ela aconselha que esses profissionais se conectem a uma rede social ou façam aulas de programação para ganhar mais contexto, ampliar sua visão e obter mais confiança em ferramentas nas quais não está familiarizado.

 

Esteja disposto a ensinar

Cada geração pode aprender com o outra. Estenda a mão e ofereça ajuda. Os trabalhadores mais velhos podem compartilhar seu conhecimento e experiência no negócio. Os mais jovens, por sua vez, podem ensinar sobre cultura pop ou as novas tendências tecnológicas, por exemplo. É uma forma de aumentar o convívio e o respeito entre gerações.

Reconheça as diferenças

“A tendência natural quando você se reúne com pessoas de diferentes gerações ao mesmo tempo é não falar sobre as diferenças”, diz Dana Brownlee. No entanto, evitar o assunto só fortalece a barreira entre gerações. A coach incentiva os trabalhadores a falar sobre as diferenças e discuti-las abertamente.

 

Não leve para o lado pessoal

Ao invés de ficar excessivamente frustrado ou tomar as falhas de comunicação como um sinal de desrespeito, Brownlee aconselha que o profissional tenha em perspectiva os desafios de comunicação. Insista e tente se fazer ouvir.

 

Seja nítido, claro e conciso

Faça uma ‘edição’ daquilo que vai falar. Inclua detalhes do que quer, mas procure manter o discurso curto. Foque no ponto mais importante logo no início da conversa.

Texto original publicado em 17/04/13.

(www.oglobo.globo.com/emprego/conflito-de-geracoes-no-trabalho)

 

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